FBHA participa de Fórum Nacional da Hotelaria promovido pelo FOHB

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Presidente da Federação, Alexandre Sampaio, acompanhou discussões sobre os impactos econômicos de mudanças, como a reforma tributária e a jornada de trabalho, para a hotelaria

O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, participou do VIII Fórum Nacional da Hotelaria, promovido pelo Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (FOHB), em São Paulo. Diretor da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e responsável pelo Conselho Empresarial de Turismo e Hospitalidade (Cetur), Sampaio acompanhou os debates sobre os principais desafios e perspectivas para o setor hoteleiro.

Com o tema “O Futuro é Humano”, o encontro reuniu lideranças e representantes do setor para discutir os caminhos da hotelaria, abordando temas como inovação, tecnologia, valorização das pessoas, reforma tributária e jornada de trabalho.

Durante o Fórum, o economista-chefe da CNC, Fábio Bentes, apresentou uma análise dos impactos econômicos da reforma tributária e das discussões sobre a jornada 6×1 para a hotelaria. A apresentação abordou os possíveis efeitos sobre hospedagem, alimentos e bebidas, eventos e agências de turismo, considerando fatores como alíquotas, aproveitamento de créditos tributários, preços, margens e disponibilidade de recursos em caixa.

Reforma tributária e os impactos para a hotelaria

Um dos pontos destacados foi o regime específico previsto para a hotelaria na reforma tributária. Os serviços de hotelaria terão redução de 40% nas alíquotas do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), além da possibilidade de aproveitamento de créditos nas aquisições.

Como exemplo didático, a apresentação da CNC considerou uma alíquota padrão hipotética de 28%. Aplicada a redução legal de 40%, a referência para a hotelaria seria de 16,8%. A CNC ressaltou, entretanto, que os 28% utilizados na simulação são apenas uma hipótese e que a análise do impacto para as empresas deve considerar não somente a alíquota nominal, mas também os créditos, a composição das receitas, a possibilidade de repasse aos preços e os efeitos sobre o caixa.

Outro ponto de atenção é que diferentes receitas de um hotel podem receber tratamentos tributários distintos. Hospedagem, alimentos e bebidas, eventos e outros serviços deverão ser analisados de acordo com as regras específicas aplicáveis a cada atividade.

A reforma será implementada gradualmente, com a convivência entre os sistemas atual e novo até 2033. Em 2026, a orientação é que as empresas se preparem para a transição, com a adaptação de documentos, sistemas, cadastros e segregação das receitas.

Jornada de trabalho e custos do setor

A jornada de trabalho também esteve entre os temas apresentados. Dados da CNC mostram que, nos sete grupos da Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) de alojamento analisados, 330.076 trabalhadores cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais, enquanto 34.266 trabalham até 40 horas. Assim, 91% dos trabalhadores considerados na análise estão no grupo com jornada acima de 40 horas.

Em uma simulação apresentada pela CNC, a folha de pagamento desses sete CNAEs de alojamento passaria de R$ 15,956 bilhões para R$ 21,624 bilhões diante de uma eventual alteração da jornada, uma variação de 35,5%. A análise considera ainda os possíveis reflexos desse aumento de custos sobre preços, demanda, margens e emprego.

A hotelaria apresenta uma característica particular nesse debate por operar de forma contínua e depender de equipes em diferentes turnos para atividades como recepção, limpeza, segurança, atendimento e alimentação. Por isso, a redução das horas trabalhadas pode exigir reorganizações operacionais e ter efeitos sobre os custos das empresas.

Para Alexandre Sampaio, o Fórum também representou uma oportunidade de ampliar o diálogo com as entidades do setor. Durante o evento, o presidente da FBHA esteve com Orlando de Souza, presidente-executivo do FOHB; Manuel Gama, do Conselho de Administração do FOHB; Alexandre Gehlen, diretor-geral da Intercity Hotéis e membro do Conselho do FOHB; Fábio Bentes, economista-chefe da CNC; e Guilherme Dietze, economista e presidente do Conselho de Turismo da Fecomércio-SP.

“Aproveitamos também para encontrar os presidentes das entidades hoteleiras que fazem parte do nosso conselho e trocar ideias sobre o encaminhamento de demandas para o Comitê Gestor da CBS e do IBS”, afirmou Sampaio durante o evento.

A participação da FBHA no VIII Fórum Nacional da Hotelaria reforça o acompanhamento das mudanças que afetam diretamente as empresas de hospedagem e a interlocução com as lideranças do setor, especialmente em temas relacionados à tributação, relações de trabalho, custos operacionais e competitividade.

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