Carnaval de Rua do Rio ganha campanha para preservar patrimônio histórico

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Por Simone Barros

Com a proximidade do Carnaval de Rua do Rio de Janeiro, que todos os anos transforma ruas e praças da cidade em grandes palcos a céu aberto, a festa ganha um reforço importante voltado à preservação cultural. O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e a Riotur lançaram a campanha “Quem samba cuida”, iniciativa que busca conscientizar foliões sobre a importância de proteger bens culturais tombados em nível federal durante os dias de folia.

A ação é realizada em parceria com a Dream Factory, empresa responsável pela operação logística do Carnaval de Rua junto à Prefeitura do Rio, e reforça um trabalho iniciado em 2025, quando Iphan e Riotur passaram a desenvolver estratégias educativas voltadas ao público que acompanha os blocos. A proposta é estimular atitudes responsáveis, garantindo que a celebração da maior festa popular do país aconteça em harmonia com a preservação do patrimônio histórico da cidade.

Crédito/Foto: Divulgação

A campanha estará presente em diferentes frentes de comunicação. Os conteúdos educativos poderão ser acessados pelo aplicativo Blocos do Rio, que reúne a programação oficial dos cortejos carnavalescos, e também pelo site da Riotur dedicado ao evento. Além disso, cartazes e lonas informativas serão instalados em cercamentos próximos a prédios e monumentos históricos localizados nos trajetos dos blocos, trazendo curiosidades e informações sobre esses bens culturais.

Outro destaque é a criação de um hotsite do Iphan dedicado à campanha, ampliando a visibilidade da iniciativa. A mensagem também será exibida no CarnaLED, cubo de grandes dimensões instalado na Praia de Copacabana que divulga informações sobre o Carnaval e campanhas educativas, além de ações nas redes sociais que reforçam orientações aos foliões, como evitar subir em monumentos e não praticar qualquer tipo de depredação.

Durante o período carnavalesco, o trabalho de conscientização também envolve diálogo com os organizadores dos blocos oficiais, buscando ampliar a disseminação das mensagens e incentivar práticas sustentáveis e respeitosas durante os desfiles.

Para a superintendente do Iphan no Rio de Janeiro, Patricia Wanzeller, o engajamento do público é essencial para garantir a preservação dos bens culturais. Segundo ela, os monumentos históricos representam a memória coletiva e a história do país, e protegê-los é uma forma de valorização cultural. Wanzeller destaca ainda que o Carnaval, como manifestação cultural de grande relevância, pode ser celebrado com responsabilidade e respeito ao patrimônio.

O presidente da Riotur, Bernardo Fellows, reforça que o Carnaval de Rua ocupa alguns dos cenários mais emblemáticos da capital fluminense e que a campanha surge como um convite para que foliões celebrem com consciência. Para ele, preservar o patrimônio histórico significa cuidar da identidade e do futuro da cidade, mostrando que é possível aproveitar a festa com alegria sem abrir mão do respeito à história do Rio.

Com expectativa de reunir milhões de pessoas nos blocos espalhados por diferentes bairros, o Carnaval de Rua segue como um dos maiores atrativos turísticos da cidade, combinando cultura, tradição e diversidade. A campanha “Quem samba cuida” surge como um lembrete de que a festa também pode ser uma oportunidade de valorização e proteção do legado histórico carioca.

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