Tech Day 2026 apresenta soluções de inteligência artificial e gestão para aumentar a competitividade das empresas

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Com a presença do presidente da FBHA, Alexandre Sampaio, evento da CNC reuniu empresas de tecnologia e abordou mudanças no atendimento, no consumo e na gestão dos negócios

Melhorar o atendimento, ampliar as vendas pelos canais digitais e tornar a operação mais eficiente foram algumas das possibilidades apresentadas no Tech Day 2026, realizado na quarta-feira (14/10), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Promovido pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o evento reuniu executivos das empresas Google Cloud, Amazon, Microsoft, Meta, Mercado Livre, Stone, Uber e iFood em palestras sobre tecnologia e competitividade empresarial.

O presidente da Federação Brasileira de Hospedagem e Alimentação (FBHA), Alexandre Sampaio, acompanhou a programação, que trouxe conteúdos que podem ser aplicados à rotina de hotéis, bares, restaurantes, seja da comunicação com os consumidores à preparação das equipes para utilizar ferramentas digitais, ou ainda, como aperfeiçoar o controle de estoques, apoiar decisões comerciais e aumentar a produtividade das equipes.

“A tecnologia pode contribuir muito para a gestão de hotéis, bares e restaurantes, mas é importante que essas soluções sejam acessíveis e tenham aplicação prática. O empresário precisa identificar onde pode reduzir custos, melhorar seus processos e oferecer um atendimento mais eficiente, sem perder a qualidade e o contato humano que caracterizam o nosso setor”, destaca Sampaio.

A programação também contemplou um termo de cooperação entre CNC, Sesc, Senac e Google para ampliar o acesso ao conhecimento tecnológico e fortalecer a qualificação profissional. Nesse contexto, o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, ressaltou o compromisso com a modernização das empresas. “Inovar é mais do que acompanhar tendências. É transformar desafios em soluções”, declarou.

Para iFood além de testar melhorias é preciso acompanhar resultados

Diego Barreto, presidente do iFood, abordou a necessidade de conciliar eficiência na operação com a busca por novas oportunidades. O conceito, chamado de ambidestria corporativa, consiste em aprimorar o que já funciona e, ao mesmo tempo, manter espaço para experimentar e aprender.

O executivo defendeu que novas soluções comecem com testes simples, sejam avaliadas pelos resultados e recebam investimentos maiores conforme demonstrem potencial. Também destacou a importância de rever decisões e redirecionar recursos quando uma iniciativa não apresenta o desempenho esperado.

Para os estabelecimentos de alimentação e hospedagem, essa abordagem pode orientar, por exemplo, o teste de um canal de vendas, de uma oferta ou de uma ferramenta de atendimento antes de sua adoção em toda a operação.

Redes sociais podem atrair clientes e facilitar vendas

A palestra de Verônica Hoe, gerente de Políticas Públicas e Relacionamento Estratégico da Meta, apresentou recursos próximos da realidade dos pequenos negócios. A executiva explicou como Instagram, Facebook e WhatsApp podem atuar de forma complementar: apresentar o estabelecimento, iniciar o contato e conduzir o consumidor até a compra.

Entre as funcionalidades destacadas estão catálogos, respostas rápidas, etiquetas para organizar contatos e anúncios que direcionam para conversas no WhatsApp Business. Hoe também abordou o uso da inteligência artificial na produção de conteúdos e nas respostas a perguntas frequentes, com encaminhamento das demandas mais complexas para o atendimento humano.

Na hospedagem e na alimentação, esses recursos podem apoiar a divulgação de acomodações e cardápios, o esclarecimento de dúvidas sobre reservas e pedidos e a continuidade do relacionamento após o serviço.

Capacitação da equipe e organização de processos

Guilherme Araújo, vice-presidente de Vendas da Microsoft, destacou que os ganhos com inteligência artificial dependem da preparação das empresas para incorporá-la. Capacitar funcionários, revisar processos, controlar custos e avaliar resultados estiveram entre os pontos apresentados pelo executivo.

A orientação tem aplicação em estabelecimentos que pretendem automatizar atividades administrativas ou parte do atendimento: é necessário definir o objetivo da ferramenta, preparar quem vai utilizá-la e acompanhar seus efeitos sobre a operação e a experiência do cliente.

Luiz Ávila, da Google Cloud, apresentou possibilidades de uso de agentes de IA no acompanhamento de estoques, na adaptação de preços e na elaboração de campanhas. O executivo ressaltou que criatividade, empatia e julgamento humano continuam relevantes, enquanto a automação permite dedicar mais tempo à estratégia e ao relacionamento com os consumidores.

Atendimento e rentabilidade orientam as escolhas

Augusto Lins, fundador e Senior Advisor da Stone, recomendou partir de dificuldades concretas dos clientes, como demora para obter uma resposta ou resolver uma solicitação. A proposta é testar soluções, medir resultados e manter mecanismos de supervisão e intervenção humana. Ele também apontou mudanças na jornada de compra com o avanço de agentes digitais capazes de realizar transações em nome dos consumidores.

Na gestão, João Kepler, CEO da Equity Group e CVO da Bossainvest, chamou a atenção para a precificação e o conhecimento dos custos. Impostos, comissões e margens precisam integrar as decisões para que o aumento das vendas se traduza em rentabilidade. O palestrante apresentou ainda o Performe Mais, plataforma do Sistema Comércio que reúne cursos, ferramentas de gestão e benefícios para micro, pequenas e médias empresas.

Confira a cobertura completa do evento em: https://portaldocomercio.org.br/

Veja imagens em: https://www.flickr.com/photos/sistemacnc/albums/72177720336146531/

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