
Mesmo em um cenário de inflação elevada e ainda de instabilidade econômica, o setor de cafeterias no Brasil mostra fôlego e segue crescendo. Em 2025, o preço do café atingiu recordes históricos: a saca de 60 quilos do café arábica chegou a R$ 2.769, segundo dados do CEPEA/ESALQ, enquanto o robusta ultrapassou os R$ 2.074.
No varejo, o café moído acumulou alta de 80,2% em 12 meses até abril, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do IBGE, o que tornou-se a maior variação desde a implantação do Plano Real. Ainda assim, o consumo segue em expansão, impulsionado por novos hábitos de consumo e pelo papel social que as cafeterias assumiram nos últimos anos.
Levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC) mostra que o País conta hoje com cerca de 3,5 mil cafeterias em operação. Esse avanço expressivo comprova que, mesmo diante da alta nos preços, o consumidor brasileiro não abre mão da experiência de apreciar cafés de qualidade em ambientes especializados.
O movimento também reflete tendências globais, onde o mercado mundial de café pronto para beber deve crescer a uma taxa anual de 7,69%, enquanto o segmento de cafés em geral deve avançar a 5,4% ao ano até 2030, segundo projeções internacionais. Além disso, as cafeterias vêm se consolidando como espaços de convivência, encontro e conexão.