
A elevação das temperaturas altera diretamente os hábitos de consumo da população e impõe novos desafios à segurança alimentar. Nos períodos de calor intenso, cresce a procura por refeições fora de casa, serviços de delivery, alimentos prontos e produtos vendidos em feiras, mercados e eventos ao ar livre. Esse aumento amplia os pontos de risco ao longo da cadeia de produção, transporte e consumo dos alimentos, exigindo cuidados adicionais de consumidores e estabelecimentos.
O transporte inadequado de produtos refrigerados, a exposição prolongada de alimentos prontos em temperatura ambiente, a refrigeração insuficiente em comércios e residências e a manipulação excessiva sem o controle adequado de higiene são pontos sensíveis . No verão, o tempo que o alimento permanece fora da geladeira precisa ser reduzido ao máximo. O que pode parecer inofensivo em dias frios representa um risco real quando as temperaturas estão elevadas.
Dentro de casa, os cuidados devem começar imediatamente após o preparo ou a compra dos alimentos. A recomendação é evitar deixar refeições prontas fora da refrigeração por mais de duas horas — ou por mais de uma hora em dias muito quentes —, armazenar corretamente os produtos em recipientes fechados e identificados, refrigerar as sobras o quanto antes e garantir o reaquecimento completo antes do consumo. A higiene das mãos, utensílios e superfícies também deve ser intensificada.
Ao optar por alimentos preparados por terceiros, é fundamental que o consumidor observe as condições do local, como limpeza, uso adequado de equipamentos de refrigeração, temperatura de exposição dos produtos e informações sobre validade e data de preparo. O transporte até a residência deve ser rápido e, sempre que possível, feito com auxílio de bolsas térmicas. Calor e pressa não combinam com segurança alimentar. A escolha do estabelecimento e o cuidado no transporte fazem toda a diferença.
O tema é um alerta de saúde pública. As doenças transmitidas por alimentos tendem a se intensificar nos meses mais quentes e podem provocar desde sintomas leves até quadros mais graves, com necessidade de internação, especialmente entre crianças, idosos, gestantes e pessoas com o sistema imunológico comprometido. A adoção de práticas seguras é essencial para proteger a saúde da população e reduzir riscos evitáveis.